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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Excursionismo e responsabilidade sócio-ambiental


Artigo muito interessante sobre responsabilidade sócio–ambiental escrito pelo Fabio Raimo, experiente instrutor de expedições na natureza da NOLS e OBB.

Há cada vez mais de nós saindo por ai, à busca de lazer e recreação ao ar livre. Os lugares estão cada vez mais ‘ocupados’ por outros baladeiros de plantão, às vezes turistas e outros usuários. É inegável que hoje em dia a ‘natureza intocada’ é praticamente um mito... Então como é que nós, que saímos por aí a explorar podemos fazer diferença?

Em cada lugar que vamos, podemos ajudar na forma como as comunidades do entorno e até prestadores de serviços de atividades na natureza nesses lugares vêem sua cultura, suas atividades e seu papel. Como diria o Gandhi, ‘devemos ser a mudança que queremos ver no mundo’. Sempre devemos nos perguntar: de que forma o que eu faço e como eu me comporto ajuda (ou atrapalha) influencia aonde eu vou?

Primeiro, é importante que compreendamos que a visitação a locais naturais pode, ou não, ser uma alternativa para ajudar no desenvolvimento sustentável para as regiões visitadas, dependendo de como é feito. Podemos aportar recursos financeiros para a economia local, gerar demanda e oportunidades de formação profissional, fomentar melhoria na infra-estrutura regional, despertar interesse do poder público para questões ambientais, entre outros. Por outro lado, podemos fomentar desenvolvimento desordenado e sem infra-estrutura básica de suporte, subemprego e exploração de mão de obra, geração excessiva de lixo, poluição de mananciais de água, entre outros. Depende de como abordamos nossa interação com esses locais.

Teoricamente, seria ótimo se tivéssemos um poder público capaz e ético que cumprisse o código florestal, fiscalizasse e coibisse irregularidades, proibisse ocupações e construções irregulares, além de fomentar planos de desenvolvimento ordenado e ambientalmente correto. O fato é que essa não é nossa realidade, e no final da estória, muito do que se passa em locais que hoje são nossos ‘recantos/buracos no mato favoritos’ tem a ver em como os visitantes agem nesses lugares.

Você esta no meio de uma caminhada e passa por sítios onde tem um cara cuidando de umas vacas... quer acampar ali. Você vai pra trás de uma crista para que nenhum proprietário te veja? Ou você vai lá, se apresenta, compra um queijinho, troca uma prosa? Muitos dos momentos mais marcantes que eu já tive na minha vida de baladeiro outdoor foram com pessoas que vivem onde para nós é uma área remota – seja sendo ‘conselheiro legal’ de uma comunidade ribeirinha num rio remoto da Amazônia onde o MST aliada aos políticos locais subornados estavam invadindo uma área que era da comunidade há mais de um século; ou medicando uma senhora com muita dor que não podia se mover para ir ao cavalo para ir a clínica; ou uma visita breve que se torna ficar trabalhando junto com um pescador durante dias. Todos nós temos nossas estórias, certamente.

Continuando em nossa jornada como ‘excursionistas’ responsáveis, de que maneira podemos minimizar o impacto social e ambiental de nossas atividades na natureza? Boas dicas são encontradas no artigo do Fuchs neste blog, que é bem parecido com os Princípios de Conduta Consciente em Ambientes Naturais do Programa Nacional de Áreas Protegidas - Ministério do Meio Ambiente.

Independente do tipo de informação e experiência que você quer obter na sua viagem, um requisito que não muda é que os responsáveis pelo grupo devem ter conhecimento, experiência e responsabilidade suficientes para lidarem com os riscos das atividades na natureza. Risco sempre há. O que é necessário é que eles sejam conhecidos e administrados. No Brasil não há padrões de treinamento ou experiência reconhecidos, como por exemplo nos EUA, onde o treinamento amplamente aceito em primeiros socorros é o Wilderness First Responder, um curso teórico-prático de 9 dias ministrado em áreas naturais, e todas as organizações que trabalham com atividades na natureza têm um programa de monitoramento, manejo e resposta a riscos e acidentes.

De novo, cabe aos ‘usuários finais’ a escolha de uma atividade segura ou não. Lembre-se que respostas como “o Zeca é treinado em primeiros socorros e esportes radicais” na verdade não quer dizer nada! Que curso de primeiros socorros? Ministrado por quem? Quem o “declarou” guia competente? Há quanto tempo faz esse tipo de viagens? Etc. Exija as informações que acha necessárias para que fique tranquilo colocando sua vida, de amigos ou familiares nas mãos de terceiros.

Talvez tanta informação e detalhe possa parecer exagero, mas não é, se pensarmos nas possíveis consequencias de seguirmos fazendo o que queremos sem nos preocuparmos com o ‘efeito cascata’ de nossas ações nos locais visitados – cultural, social e ambientalmente falando. Especialmente porque há muitas pessoas, fazendo atividades e oferecendo programas fantásticos, de forma responsável, segura, e ambiental e socialmente correta. Basta encontrá-los. Ou ser um deles.

Fonte:http://www.kampa.com.br/blog

OBB/Outward Bound Brasil:
http://www.obb.org.br/OBB/default.asp

NOLS/ National Outdoor Leadership School:
http://www.nols.edu

Vale do Frey 2007

Lindas imagens e trilha sonora magnífica, se alguém souber de quem é esta trilha sonora deixe um comentário.

Olha eu de volta, superando minhas próprias expectativas de só postar depois do carnaval, vou aproveitar este momento de paz aqui na empresa e postar algumas notícias novas e outras nem tão novas assim, bom feriado a todos e cuidado nas estradas. Este video não precisa de palavras para ser compreendido.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Morre Sir Edmund Hillary o primeiro homem a escalar o Everest


Morre o primeiro homem a escalar o monte Everest ,Sir Edmund Percival Hillary falece aos 88 anos, na cidade de Auckland, na Nova Zelândia, Hillary foi um ícone em sua época pelo feito histórico de escalar o monte mais alto do mundo . O feito de Hillary foi realizado no dia 29 de maio de 1953, quando conseguiu chegar ao cume do monte, a 8.850 metros de altitude. Ele foi acompanhado em sua excursão pelo sherpa Tenzing Norgay, outra lenda do alpinismo. A saúde de Sir Edmund havia piorado consideravelmente desde abril do ano passado, quando ele sofreu uma queda durante uma visita ao Nepal. A causa de sua morte não foi anunciada, mas ele estava doente há algum tempo e a imprensa local disse que ele estava com pneumonia.
O alpinista, recebeu o título de cidadão nepalês em 2003 pelo seu feito histórico. Desde que conseguiu escalar o Everest, Sir Edmund dedicou sua vida para ajudar os sherpas (guias) da região Kumbu do Nepal, mas sem muito sucesso pela inconsistência política do local. Mesmo assim, o pioneiro conseguiu arrecadar fundos para construção de escolas e melhoramento da infra-estrutura da região através da sua fundação, que leva seu nome. Sir Edmund Percival Hillary foi nomeado cavaleiro da Ordem do Império Britânico em 16 de julho de 1953; membro da Ordem da Nova Zelândia em 1987 e, finalmente, membro da Ordem da Jarreteira em 23 de abril de 1995.

"O lendário alpinista, aventureiro e filantropo é o neo-zelandês melhor conhecido a já ter vivido", disse a primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, ao anunciar a morte de Hillary. Hillary era o neo-zelandês mais conhecido no mundo e sua foto está na nota de cinco dólares do país. "Ele era uma figura heróica que, não só escalou o Everest, mas viveu uma vida de determinação, humildade e generosidade", disse a premiê. Após o Everest, Hillary realizou uma série de expedições ao Pólo Sul e ao Himalaia.

Sir Edmundo Hillary, além de ser talvez um dos mais famosos alpinistas e ícone frente à mídia mundial (ao lado do Messner) por incrível que pareça,não era um alpinista no sentido pleno : ele mesmo se intitulava “apenas” um fazendeiro da nova Zelândia... (até parece)... Mas o mais importante é que este homem simples, de caráter sincero e honesto (e as suas açoes falaram por si mesmo durante toda a sua vida), durante toda a sua vida criticou aexploração comercial das montanhas (e o conseqüente circo montado em torno disso) e lutou por trazer melhores condições de vida para o povo indiano e em todo o altiplano no Himalaia (hospitais, escolas, pontes....).Morre um grande homem.

Abs e boas escaladas neste fim de semana,Davi Marski

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O homem sem "sapatos"

Este Post é sobre um email que veio pela lista da FEMERJ, e que achei muito interessante, é sobre um escalador que escala sem sapatilhas, isso mesmo, o cara escala descalço.
O Bruce escala a 36 anos (ele tem 53 anos !) e tem o Yosemite como “quintal”
de casa (Learning Tower, El Capitan, Half Dome...), já escalou no Alaska,
Peru e no Himalaia, além de rocha pela Tailandia, China, França, etc... A
mais ou menos 20 anos atrás ele perdeu as sapatilhas durante uma escalada, e
quando foi comprar uma nova, ficou pensando na ética da escalada *com* as
sapatilhas, afinal de contas, ela minimiza a dor nos pés e “facilita” a
escalada com a aderência da borracha, a colocação dos pés nos regletinhos,
etc... após algumas reflexões, ele começou a escalar descalço ! Segundo
ele, essa seria a verdadeira escalada em livre, sem nenhum tipo de “ajuda”.
(até tem bastante lógica !).
O resultado é que ele já mandou um 9a na Tailandia, em uma via curta a
cerca de 5 anos atrás, e manda corriqueiramente vias de 8a e 8b
(trabalhadas) e vias de 7b e 7c “a vista” (red point). Segundo ele, às
vezes sai uma via de 8a em red point também....
Enfim... eu, como todo mundo, fico pensando o que esse cara seria capaz de
fazer se voltasse a usar sapatilhas... ;-) O pior é que eu, com os meus 35
anos, me estropio todo para fazer um 7a, e fico imaginando como vou estar
com os meus 53 anos ! Eh.... idade com certeza *não* é documento.... (vide o
Tartari, o Bito Méyer e outros que passaram dos 40 e dos 50 anos e estão
mandando muito bem por ai...)
Como não adianta só falar e não mostrar, gravei ontem o Bruce escalando aqui
na Pedreira do Jardim Garcia (Campinas – SP), fiz dois videozinhos, um com
ele mandando um 7b (guiando) e outro com ele fazendo um 7c de top-rope (ele
estava cansado pois não havia almoçado... !!!) :

Bruce Bundy escalando a “Disturbios Sensoriais – 7b”

http://www.youtube.com/watch?v=7xNJTie88zo

E escalando a “Cacaio - 7c”

http://www.youtube.com/watch?v=8hWWQaS8YHc

Abs e boas escaladas para todos !

Davi Augusto Marski Filho

http://www.marski.org

Amigos uma lição de vida

No Domingo dia 06/01/08 passou no canal Wohoo , uma escalada que o Paulo Macaco fez no Corcovado ,na via Atalho do Diabo, Paulo que esta cego devido a Aids, teve a colaboração de varios amigos de verdade nesta empreitada , pra quem não sabe o Paulo foi um dos escaladores que muito contribuiu para aumento do nivel técnico da escalada no Brasil , muito legal os amigos que deram esta força, a matéria é de 2006, passou até no Fantástico, mas o que me levou a fazer um post sobre esta matéria foi que na época não passou tudo , tem um depoimento do Paulo e da galera que me deixou muto emocionado, na época que o pessoal saia pra escalar , sempre encontrava pelas trilhas umas "jaquinhas" , e isso era uma refeição quase que diária, anos depois quando o Paulo já estava internado em um hospital devido a alguns problemas causados pela Aids, o Hillo Santana, colheu uma jaca e levou para o amigo, lá chegando não podia mais entrar devido ao termino das visitas, não satisfeito, ele se despediu e escalou os sete andares do hospital com meia jaca na mochila, só para entregar ao amigo infermo,teve um outro depoimento do Paulo que não vi no vídeo, mas tem na matéria do site Montanhas do Rio que esta no link no fim do post, em que ele cita algumas pessoas que o apoiaram neste momento tão difícil.
Quando perguntado pelo André Ilha, sobre as pessoas que o apoiaram, Paulo responde o seguinte:O Chiarelli, a Rosângela... O Caliano também me deu muito apoio: ele chegou uma vez num momento em que eu estava na cama todo sujo de fezes, sangue, cateter, tubulação e eu então falei: “Pôxa, Caliano, eu estou todo imundo aqui, tira a mão de mim”, e ele disse: “Meu irmão, tu não vai ficar assim não”, e me levantou e me limpou. Foi uma coisa que marcou a minha vida.
Estes exemplos foram pra mim uma das maiores demonstrações de amizade que eu tenho notícia, fica ai um exemplo de coragem e amizade, pois na época quase não se sabia sobre a Aids, o que era, e como se dava sua forma de contagio, e muitas pessoas viviam isoladas pelo medo, que sirva de lição para nós ,neste novo ano que se inicia.

"O Hillo foi um amigo que me visitou quase todos os dias. Nos momentos mais difíceis, em que eu mais precisava, ele estava do meu lado, ali. Uma vez eu perguntei: “Hillo, como é que você entrou no hospital se a visita acaba às 5 horas e é uma da manhã?” Aí eu descobri que ele havia solado uma parede de tijolos na lateral do Hospital da Lagoa até o sétimo andar, com meia jaca na mochila!
"Paulo Macaco"

Para ver o video sobre a escalada:

Conheça um pouco mais sobre o Paulo:

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

PRIMEIRO 11B À VISTA !!!

O escalador basco Patxi Usobiaga se tornou o primeiro escalador do mundo a encadenar um 8c+ (XIb Brasil, 5.14c EUA) a vista, com a primeira ascensão da via Bizi Euskaraz, localizada em Etxauri, Espanha, e equipada por Ekaitz Maiz, que concorda com o grau sugerido por Usobiaga, assim como Gorka Karapeto, também presente no momento da cadena."Esperei três dias. Finalmente consegui o meu maior objetivo do ano e estou feliz de ter estabelecido um novo recorde na escalada a vista." Estas foram as palavras de Yuji Hirayama, após encadenar o primeiro 8c a vista do mundo (XIa Brasil), com 35 anos de idade, na via White Zombie, uma linha de continuidade extremamente negativa situada nas paredes de Baltzola, País Basco, Espanha.Com Bizi Euskaraz, uma linha de regletes que vai ficando mais difícil indo para o final, de resistência e com alguns dinâmicos arriscados, o recorde passa a ser de Patxi Usobiaga, 27 anos, com o suposto primeiro 8c+ a vista mundial: "Estou muito contente, as coisas estão indo muito bem desde que ganhei a Copa do Mundo e agora o que quero é seguir por este caminho", comentou o basco, que desponta como o melhor escalador esportivo do planeta atualmente.Este último mês tem sido histórico para Usobiaga. Encadenou La Rambla (9a+ FR / 5.15a EUA / XIIa Brasil) e no mesmo dia Estado Crítico (9a FR / 5.14d EUA / XIc Brasil) na segunda tentativa. Fez uma ascensão "ultra rápida" da via La Novena Enmienda (9a+), Esclatamasters (9a) em três tentativas, Fuck The System, também 9a, três linhas de 8b (Xb Brasil) ou superior a vista e Mercenaris del Passat (8c+ / XIb Brasil) na segunda tentativa, terminando com o primeiro 8c+ a vista mundial. "Está fazendo história", dizem as mensagens deixadas no site do escalador.
Fontes:www.desnivel.com
www.mundovertical.com
www.patxiusobiaga.net

Um novo BLOG na área


Um cara que acompanho sempre suas andanças é o Orlei JR, leia http://www.mundovertical.com , temos que dar crédito sempre a quem se mantem ativo por tanto tempo, seja escaladando ou caminhando, ajudando,pedalando ou fazendo o bem, e este cara se mantém sempre em movimento, não o conheço pessoalmente, mas através de seu Blog e sua página, dá pra ver o quanto este cara se empenha em prol do esporte e da natureza, valeu cara pelas conquistas de 2007 e que venham muito mais em 2008...2009...2010..............................





terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Bibliografia de montanha

Pra quem gosta de ler , ai vai uma dica, no site da FEMERJ tem uma lista completa de todas as publicações nacionais sobre montanhismo.

http://www.femerj.org/documentos/Catalogo_Livros_Montanha.pdf

Escalada em Los Gigantes na Argentina


Muita gente detesta o horário de verão, demoram a ajustar o relógio biológico, acordam de madrugada para trabalhar, saem ainda no escuro de casa... Em compensação, a luz que faltou no início do dia, sobra no final da tarde, principalmente para quem mora em uma cidade onde há praias, florestas e muitas rochas pra escalar.
Em outubro de 2007 juntamos uma turma para escaladas de final de tarde na Urca. Luciana, Guilherme, João, Bernardo, eu e Fernando, uma vez ou outra. Em uma dessas idas, Luciana comentou comigo sobre a idéia de uma amiga. Como todo convite pra escalar começa com um “bôra”, foi mais ou menos assim: - Aí, mané, bôra pra Córdoba... Sem pensar muito, soltei: - Muito caro, estou com sérias restrições orçamentárias... - R$ 600, pela Gol. - Pois é, ida e volta dá R$ 1200, muito caro. - Não, R$ 600 ida e volta, parcela em 6x... Nesse instante a conversa mudou :) - Quando? - Dia 14 de novembro, volta dia 21, no feriadão! - Tô dentro, uhuuuu!
Convidei todos que estavam no grupo e mais alguns :) No final das contas éramos 12 cabeças: Miriam e Gerardo (que foram os idealizadores da viagem), Lu, Kika e Liane (convidadas pela Miriam), João, Bernardo, Fernando, Norma, Chang e Claudio, arrastados pela minha insistência.
Depois disso as escaladas do final de tarde se transformaram em treino para Córdoba :)Começamos a colher informações sobre o local, Miriam passou algumas e pesquisamos outras sobre Los Gigantes e La Ola, as áreas de escaladas próximas da cidade.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O Vaticano e seu umbigo.

O bispo Luiz Flávio Cappio durante ato ecumênico em Sobradinho

Vaticano e CNBB pedem a bispo que encerre greve de fome

Vaticano e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviaram cartas neste sábado (15) a Dom Luiz Flávio Cappio, pedindo que ele encerre a greve de fome contra a transposição das águas do Rio São Francisco. O bispo, de 61 anos, faz greve de fome, em Sobradinho (540 km de Salvador). O jejum resultou, inclusive, numa audiência entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a direção da CNBB. Dom Cappio argumenta que a obra ameaça a vida do rio, que tem que ser revitalizado primeiro, e que a canalização favorecerá apenas ricos fazendeiros e criadores de camarão, e não os pobres que sofrem com a seca.


Leia mais:http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL221508-5601,00.html


Detesto discutir política e relião(respeito todas as crenças) mas as vezes temos que entrar em algumas questões, mesmo que com isso sairemos com alguns arranhões, principalmente quando a questão envolve a natureza, tão massacrada e que tem tão pouca ajudada da igreja,acredito que o Bispo tá mais preocupado com as famílias da região, que com sua própria vida, acredito que nosso Deus maior, não é mesquinho a ponto de julgar uma vida que esta trabalhando em prol de tantas pessoas, sei que este post vai dar muio pano pra manga, mas to ai pro que der e vier....



Isso me lembra um pedaço de uma música, de um cantor aqui das redondezas chamado Zé Geraldo que diz o seguinte:
Eu já nem sei o que mata mais ,se o trânsito, a fome ou a guerra se chega alguém querendo consertar vem logo a ordem de cima pega esse idiota e enterra. Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo.
Pra que não conheçe a letra
Milho aos pombos
Zé Geraldo
Enquanto esses comandantes loucos ficam por aí queimando pestanas organizando suas batalhas.
Os guerrilheiros nas alcovas preparando na surdina suas mortalhas.
A cada conflito mais escombros ,Isso tudo acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos pombos
Entra ano, sai ano, cada vez fica mais difícil o pão, o arroz, o feijão, o aluguel ,uma nova corrida do ouro o homem comprando da sociedade o seu papel
Quando mais alto o cargo maior o rombo,eu dando milho aos pombos no frio desse chão, eu sei tanto quanto eles se bater asas mais alto voam como gavião,tiro ao homem tiro ao pombo,quanto mais alto voam maior o tombo,Eu já nem sei o que mata mais ,Se o trânsito, a fome ou a guerra Se chega alguém querendo consertarvem logo a ordem de cima Pega esse idiota e enterra Todo mundo querendo descobrir seu ovo de Colombo.
Pra quem quer conhecer mais do zé, tem ótimas composições.

Filme "LESTE"

Amigos, mais uma boa oportunidade para assistir o filme "Leste". Ele será exibido hoje, 14/12, à meia noite na TV Câmara, com outras reprises durante a semana. Vejam horários a abaixo.

Estréia:De sexta para sábado, à meia-noite
Reprises:Sábado (15) - 6h
Domingo (16) - 2h30, 14h30, 21h
Quarta (19) - 6h30
Quinta (20) - 5h30

TV CÂMARA pela internet

Priscila e Christian


Pra saber um pouco mais sobre o filme "LESTE"

Livro do Pico do Frade de Macaé encontrado

“Aos vinte e sete dias de fevereiro do ano de 1949, às 11 horas e quinze minutos, o cume desta montanha foi pela primeira vez pisada pelo homem. Foram autores (...): Hamilkar Reigas, Ricardo de Menescal, Lauro Ferreira Fritz Schmit, Henrique Limberg que fizeram tremular vitoriosa, neste local, a flâmula do CLUBE EXCURSIONISTA CARIOCA.”
Retirado do Livro do Pico do Frade - 1949
Pessoal, olha que legal, apareceu o livro de cume da conquista do Pico do Frade de Macaé. E foi devidamente restaurado! Essa montanha foi conquistada pelo C. E. Carioca em 1949. É a nossa história sendo preservada...cliquem no link abaixo...
Abraços, Wal

http://www.macae.rj.gov.br/semaph/frade_conquista.htm

sábado, 15 de dezembro de 2007

O PEQUENO GRANDE JAIR

Faz aproximadamente uma semana que faleceu o Jair Lourenço, possivelmente o escalador ativo mais antigo do país, de 70 anos. Escalou durante cinco décadas (50 anos)!!!! Neste ano ele escalou a Leste do Pico Maior de Friburgo em "apenas" seis horas, subiu as Três Marias, que é uma montanha difícil da Serra dos Órgãos, além de outras escaladas exigentes. Ele é autor de várias conquistas. Sinceramente, eu ficava admirado quando olhava aquele cara baixinho de 70 anos com jeitão de professor de matemática (mas desconheço sua profissão), e o danado tinha aparência de um cinquentão!!!Certo dia, em junho deste ano, cheguei de madrugada nos 3 Picos, deu tempo apenas de colocar meu saco de dormir no chão do abrigo do Mascarim e dormir. Mas percebi que havia alguém dormindo ao meu lado, também no chão, era o Jair. Horas depois, fui escalar a "via dos franceses" com o Fabio Muniz e no cume, encontrei uns velhinhos: Carrozzino (64), Jean Pierre (59), Ivan Calou (+ de 50) e um "molequinho" de trinta e poucos, o "GG" do CEC. O Carrozzino ficou espantado porque eu e Fábio havíamos escalado a "via dos franceses" em 3h e 30 min (o que não é grande coisa), mas fui eu quem ficou surpreso de encontrar aquele senhor de 64 anos no topo do Pico Maior. Entretanto, mais surpreso ainda fiquei depois, ao saber que o Sr. Jair havia também subido a Leste no dia anterior e depois ainda foi dormir no chão do abrigo. Foi um festival de velhinhos emocionante no Pico Maior.Em novembro deste ano, fui convidado para apresentar, junto com outros colegas, a cerimônia de entrega de "diplomas" para os escaladores veteranos, ou seja, é uma homenagem muito bonita que o Centro Excursionista Brasileiro realiza todos os anos. Quantos velhinhos interessantes!!! Narrei a história acima sobre o Jair e o Carrozzino nos 3 Picos, foi emocionante. Ambos estavam presentes. Mas antes da cerimônia, eu admirava o Jair pelo seu físico e por não ter cabelo branco, além de estar escalando daquele jeito. Ele descobriu recentemente que tinha câncer e faleceu logo. Foi tudo muito rápido.Fica registrado aqui o seguinte, o importante em qualquer atividade física é não parar, no nosso caso, basta apenas continuar praticando a escalada regularmente e sem excessos. Isso é uma das variáveis já conhecida da equação para atingir uma vinda longa, ativa e sadia. O Jair Lourenço sem dúvida foi um exemplo importante, principalmente para muitos VELHOS DE VERDADE com seus 40 e 50 anos de idade, alguns até com 30!!!Viva o "Pequeno Grande Jair Lourenço".Grande abraço.

Antonio Paulo Faria
Obs:A foto foi retirada do site -http://www.montanhasdorio.com.br

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Comunicação em escalada


Segue abaixo os termos principais em Inglês, com a correspondente explicação.

Waldyr Neto

Participante: “that’s me” – o guia, ao terminar uma enfiada e se ancorar,já puxou a corda até eliminar toda a folga até o participante.
Participante: “Belay on” – O participante já montou a segurança do guia.
Guia: “Climbing” – Estou escalando.
Participante: “Climb” – Ok, pode escalar.
Guia: “Slack” – Me dê um pouco de folga na corda.
Participante (escalando): “Up Rope” – Para o guia recolher um pouco acorda, reduzindo a folga.
Participante (escalando): “Tension” – Para o guia retesar a corda.
Guia: “Falling !!” – aviso de uma eminente queda.
Participante: “Halfway” – avisando o guia que passou o meio da corda.
Guia: “How much rope?” – guia perguntando quanto falta de corda.
Participante: “Feet... four... zero” – neste exemplo faltam 40 pés.
Guia: “Off belay” – guia avisando que chegou na parada e está ancorado.
Qualquer um: “OK” – significa eu te escutei.
Participante: “Belay off” – já liberei a segurança, pode puxar a corda.
Qualquer um: “Rock!”, “Ice!” – aviso de queda de pedras ou gelo, ou qualquer outra coisa.
Qualquer um: “Rope” – aviso antes de jogar a corda pra baixo num rapel.

Os termos abaixo são menos usuais, e podem variar de local para local:

Guia: “Pro in” ou “Clipped in” – quando o guia já costurou a primeira proteção de uma via.
Qualquer um: “Protection” ou “Cleaning” – quando o escalador dá uma paradinha para montar ou retirar uma proteção.
Qualquer um (escalando): “Good belay” ou “Watch me” – escalador antecipando uma queda ou passada delicada.
Qualquer um (escalando): “On top” – avisando que passou o lance delicado.

Aqui no Brasil a coisa é meio improvisada, variando de local para local. Seria interessante criar um padrão. Sugestões são bem vindas.
Fonte:Mountaineering: The Freedom of the Hills.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

yo no hablo muy bien su lingua


Hoje em dia comunicação é tudo,e como já dizia o velho guerreiro "Chacrinha", quem não se comunica se trumbica, e na escalada a comunicação é essêncial para uma escalada segura, segue uma dica super interessante de um Dicionário de montanha e escalada em idiomas.


Nós com animação


Ai vai uma dica pra galera treinar em casa, é um site com animação de nós, muito mais fácil pra dar aquela treinada.



Terceira idade é o caralho!

Recentemente postei aqui uma matéria sobre o Jair Lourenço, que nos deixou recentemente,ele mandou, num único fim de semana e em dias consecutivos, a Cerj, no Capacete, e a Leste do Pico Maior, em Salinas, ele tinha "64 anos".
E também sobre os "Amantes das Montanhas", escaladores com mais de 60 anos que praticam escalada, hoje posto uma que saiu no site da AGM(Associação Gaúcha de Montanhismo)

A foto logo abaixo é um belo exemplo que demonstra a máxima "antes tarde do que nunca". Publicada recentemente em um anúncio da marca Patagônia, tanto na Climbing Magazine como na Rock & Ice, publicações americanas sobre escalada, a imagem fala por si só.
Stimson Bulitt fazendo o crux daIllusion Dweller (5.10b), em Joshua Tree, California, USA - Foto: Cliff Leight

Deste modo, nem é preciso ficar dizendo aquelas bobajadas sobre "motivação na terceira idade", "exemplo de vida", blá-blá-blá... o senhor na foto dá muito bem o seu recado, fazendo simplesmente o que ele parece gostar muito (apesar da aparente expressão de sofrimento!): escalar. O nome dele é Stimson Bulitt, de apenas 83 anos. Aliás, diga-se de passagem, em termos de estranheza, o nome dele só perde para o filho da grande Lynn Hill, o indubitavelmente fofo, Owen Merced.Stimson aparece aqui, passando pelo crux da via Illusion Dweller (5.10b), uma fenda de mão de 5 estrelas e de cerca de 36 metros que fica no Real Hidden Valley em Joshua Tree. O escalador carioca Marcelo Braga já fez a via em 1987 e disse que se trata de uma via clássica do lugar. Feita toda em móvel, tem ótimas opções de proteção, mas apesar disso não é de graça, com direito a um crux esquisitão.Segundo uma lista de discussão na Internet, Stimson, de Seattle nos EUA, além de escalador é advogado. É curioso informar que ele começou a escalar com cerca de 50 anos de idade. Nessa mesma lista (surpresa!), o pai do bouldering moderno, John Gill, no alto dos seus 62 anos, faz uma bela citação:"Como outros que começaram tarde na vida, ele trouxe um gosto extra para as suas escaladas, como se o novo esporte tivesse dado a ele uma segunda juventude". [Dorothy Pilley, em seu livro "The Climbing Days" (1935), escrevendo a respeito de um amigo que havia começado a escalar depois dos 40 anos de idade].E se alguém achar que até os 83 anos ninguém se garante, de repente até os 52 anos pode se ter pelo menos alguma esperança: vejam o exemplo do jornalista e escalador Errin de Luca, que em 2002, mandou um 10c na Itália. Ele fez o sexto redpoint da via "La Teoria dell'8a", originalmente conhecida como ""Viaggio = infinito", um espetacular 10c (5.14a) de 20 metros que atravessa a Grotta dell'Arenauta em Sperlonga, na Itália.Em meio a tantas cadenas de vias de 10c nos últimos tempos, algumas feitas até mesmo à vista, a notícia se destaca devido ao pequeno detalhe: Errin tinha, na época, exatos 52 anos! E se isso não serve como motivação suficiente para quem fica se lamentando todos os dias: "Ah! estou fraco!", "Ah, nunca vou mandar essa via", ou para quem acha que a escalada esportiva termina quando você chega na fase dos "entas" (quarenta, cinqüenta, sessenta...), acrescente o fato de que o coroa mutante não usa magnésio!
Errin de Luca na Via "La Teoria dell'8a"/ 10cFoto: Fabiano Ventura
Errin de Luca na Via "La Teoria dell'8a"/ 10cFoto: Fabiano Ventura

Lynn Hill faz desabafo

Aproveitando que citei uma frase dita pela Lynn Hill, vou postar uma matéria que saiu a um tempo atrás no Blog do Pempem com um desabafo dela sobre "Aquecimento Global". Ela mantém um blog, e no último post há um texto comovente de como ela está vendo a possibilidade de ficarmos sem poder escalar por causa do aquecimento global.
Como sempre em um maravilhoso trabalho de tradução feito pelo Luciano , é possivel nos interarmos do que acontece lá fora.


Eu acabei de chegar de uma breve, mas prazeirosa, viagem para o Vale de Yosemite, onde as cores de outono são explêndidas e a temperatura para escalar ideal. De uma certa maneira uma volta à casa, encontrei com alguns velhos amigos : Mari Gingery, Mike Lechlinski, and Dean Fidelman, que são parte da comunidade de amigos que vivem no sudeste da Califórnia no final dos anos 78 e 80. Nós aproveitamos cada oportunide possível para escalar e nos divertirmos juntos e relembrar, e parece que isto se encaixa bem com Mari e Dean que fui a primeira a esclar o 'The Nose' em 1979. No ano seguinte, Mari e eu nos unimos para outra ascenção no 'El Cap' em uma via espetacular chamada "the Shield". Conhecida por ser realativamente difícil na época, alguns dos caras duvidaram de nossas chamces de chegar ao top e disseram coisas como : "Se preparem para resgatar estas garotas de lá". mas Mike, namorado da Mari nos últimos 33 anos, foi o único que acreditou, e estava confiante que chegaríamos ao topo.Uma das coisas que nos uniu tao fortemente foi o nosso absoluto compromisso com certos valores que ainda compartilhamos até hoje : minimalismo, não conformidade, conservação da natureza e liberdade, para mensionar algumas. Diferente de muitas coisas mudam ao longo dos anos, o nosso elo compartilhávamos desde aqueles tempos continua forte como nunca. Quando nos reunimos em fins de semana ou feriados, nosso maior desejo era simplismente nos divertir, provocar um ao outro em um tipo de brincadeiras de gozação, e claro, desafiar nós mesmos nas escaladas em lugares mágicos. Nós sentimos verdadeiramente livres para perseguir nossas paixões sem nenhuma interferência das restrições usuais da sociedade. Escalar era uma espécie de fuga e um dos lugares que nos sentíamos em casa e no nosso habitat natural.Avanços tecnológicos, a internet, o número de escaladores (a estimativa é de que haja nos EUA algo em torno de um milhão) tem certamente mudado nosso esporte assim como a sociedade. Mas ao invés de escapar dos problemas da sociedade moderna como eu fazia quando eu era mais nova, eu agora sinto compelida a fazer o meu melhor para resolver estes problemas. Conversando com meus amigos neste final de semana sobre como anda a cultura moderna de escalada, individualismo, e a degradação dos EUA, até assuntos globais relacionados à poluição, corrupção e mudanças climáticas. "Mas o que nós podemos realmente fazer para ajudar para mudar sobre isto sendo cidadãos individuais"?, perguntei aos meus amigos. A primeira resposta de Mari foi, "Seja um bom exemplo". Sim, claro que isto certametne é o lugar ideal para se começar, mas não é o suficiente!Eu realmente acredito que o ser humano quer fazer as escolhas certas, mas a imediata gratificação de nossos desejos individuais é a melhor escolha para todos. Algumas vezes fazemos as escolhas erradas por ignorância, mas no mundo de hoje, qualquer pessoa razoavelmente consciente sabe que nosso estilo de vida atual e nosso consumo e nao renovação de recursos naturais é insustentável. Se nós não diminuirmos a quantidade de gases emitidos em cinquenta porcento nos próximos cinquenta anos, iremos chegar a um ponto crítico de disastre para o planeta inteiro. Certamente há muitas coisas que podemos fazer como indivíduos para reduzir nosso rastro de carbono, mas o maior problema nós enfrentamos hoje com a nossa dependência do petróleo. Nem todas as pessoas tem dinheiro para comprar um veículo híbrido, ou converter o carro para flex, bio-diesel ou outro combustível vegetal. Sem um esforço unificado tanto de setores públicos quanto privados para soluções globalmente sustentáveis, nos continuaremos a ter escolhas ou alternativas limitadas. Felizmente o conflito de interesses de 1% de nossa população que controla 80% da riqueza do mundo irá finalmente ser resolvida para o bem de todos.No voo de volta para casa, eu li uma edição recente da revista National Geographic entitulada : "Combustíveis : o caminho certo e errado" e alguns poucos artivos sobre a sustentabilidade de biocombustíveis e maneiras de reduzir a emissão de gases poluentes. Eu realmente gostei da conclusão do artigo do repórter Bill Mcibbn que fala sobre o que podemos fazer como sociedade para ajudar no aquecimento global :"Aquecimento global nos mostra um grande testa a nós humanos que nunca enfrentamos. Estamos prontos para mudar de maneira dramática e prolongada, para oferecer um futuro trabalhável para as gerações seguintes e diversas formas de vida? Se nós estamos, novas tecnologias e novos hábitos oferecem alguma promessa. Mas somente se nos movermos rapidamente e decisivamente - e com uma maturidade que raramente mostramos à sociedade e espécies. É nosso momento decisivo de uma era, e não há certezas ou garantias. Somente uma janela de possibilidade, fechando rápido mas com espaço suficiente para termos esperança.




Uma pequena grande mulher


Ser mulher, ser pequeno, ser alto.Nada disso importa.

O importante é se adaptar à rocha da melhor maneira possivel, com o que você tem.
Lynn Hill
Fonte:revista Go Outside http://www.gooutside.com.br
Lynn Hill que pra mim é uma das melhores escaladoras de todos os tempos mede apenas 1,54 m tem também outra americana de apenas 1,52 m, a Katie Brown, que tem escalado 10b praticamente à vista.